sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A (in)sustentabilidade da grande mídia

Ser politicamente correto está démodé. Agora a onda é ser sustentável. Mas o que é isso? Você já deve ter ouvido que sustentabilidade é usar os recursos naturais com consciência, para que não haja prejuízo para as futuras gerações.
Porém, atualmente, o conceito mais corrente é de que a sustentabilidade consiste em preservar o meio ambiente, com viabilidade econômica e justiça social. Aí reside o problema: até que ponto se questiona se um produto, serviço (ou seja lá o que for) é genuinamente sustentável? Basta se auto-declarar assim e pronto. O consumidor bem intecionado, imbuído do conceito superficial propagado pela grande imprensa, acata ingenuamente o di$cur$o do marketing verde.
O jornalismo ambiental tem papel fundamental na conscientização da sociedade para difundir práticas alinhadas com a preservação da natureza. Ele não deve se delimitar à cobertura de grandes catástrofes naturais (ou não tão naturais assim), mas sim situar o homem como ser constituinte de um sistema, um ECOssistema.
É preciso se dissociar da utopia de que o jornalismo deve ser imparcial, afinal, a proteção do meio ambiente é de interesse coletivo e, portanto, merece defesa aberta. Não é possível salvar o planeta apenas separando seu lixo (embora isso colabore). Enquanto "grandes" corporações permacerem praticando greenwashing (a lavagem verde, isto é, gastando mais com propaganda ambiental do que com a proteção efetiva) a permanência da humanidade estará ameaçada. 
O planeta certamente sobreviverá. E nós? Cabe a nós fiscalizar essas empresas, divulgar suas falcatruas e, se necessário, boicotá-las. Por isso é importante que esse conhecimento seja amplo e irrestrito. É preciso sair da zona de conforto, rever conceitos e adotar novas práticas. Vivemos um momento crucial. É mudar ou mudar: reduzir, reciclar, reinventar, reutilizar e revolucionar!

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