sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

"Ser a mundança que queremos no mundo!"

 A sustentabilidade e a responsabilidade sócio-ambiental são a bola da vez. Não há grande corporação que não diga estar de acordo com a economia verde. Afinal, de tempos em tempos, a mídia de massa, com sua corja de patrocinadores, cria e recria rótulos mercadológicos ou deturpa conceitos para seus fins escusos. Eis que surge o dilema: existe capitalismo verde? Como antepor o interesse global ao interesse pecuniário de grupos restritos? Controverso. Basta que respondamos a uma pergunta simples: Qual o maior objetivo de uma empresa? O lucro! Eureca!
Para o teólogo Leonardo Boff "a lógica do capital é essa: produzir acumulação mediante a exploração. Primeiro, exploração da força de trabalho das pessoas, em seguida a dominação das classes, depois o submetimento dos povos e, por fim, a pilhagem da natureza. Funciona aqui uma única lógica linear e férrea que a tudo envolve e que hoje ganhou uma dimensão planetária."
Entretanto, como em toda regra há exceção. A mistificação do capitalismo em torno do discurso ecológico ainda se defronta com o idealismo e a força de transformação daqueles que lutam por um modo de vida verdadeiramente equânime e consonante com a natureza. A economia solidária, o comércio justo e o cooperativismo são instrumentos relevantes para esse processo de tranformação.
Seria ingênuo acreditar que reverter todo um modo de produção e exploração é uma tarefa simples e executável a curto prazo. É preciso pensar global e agir localmente, afinal, são pequenos sonhos que movem o planeta. As ações que praticamos influenciam todos aqueles que estão à nossa volta. Acreditar no nosso potencial de mudança é o primeiro passo!

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