segunda-feira, 14 de março de 2011

Bem estar, bem morar

Créditos da imagem: Casa Colmeia
Morar bem é um conceito relativo. Se para alguns, significa viver em uma casa grande e luxuosa na cidade, para outros, pode ser uma casinha simples e longe do caos. Existem inúmeras concepções sobre o que é viver em um bom lugar. Entretanto, há um consenso irrefutável: a construção civil tradicional é uma das atividades econômicas mais impactantes para o meio ambiente. Dados do Ministério das Cidades dão conta que 51 a 70% dos resíduos sólidos nos municípios brasileiros são compostos de detritos da construção civil.
Como alternativa a esse modelo, surgiu a bioconstrução. Mas não pense que ela se resume apenas ao conhecimento advindo de arquitetos e engenheiros preocupados com a ecologia. A bioconstrução alia tecnologias sustentáveis ao conhecimento tradicional, agregando a elas as técnicas de construção populares, como pau a pique, bambu, entre outros.
A abrangência desse método vai muito além da execução da obra. A aquisição de matérias-primas e utilização dos recursos locais, sejam eles naturais ou reproveitados, tornam essas técnica propulsora de um planejamento sustentável. Além disso, bioconstruir também presume a participação coletiva, promovendo a integração da comunidade.
As técnicas de bioconstrução atém-se ao bem-estar na moradia, a fim de que ela se torne um ambiente confortável. Sua implementação visa prover gestão responsável de recursos e promove ainda a autonomia de quem a pratica, pois seus conhecimentos, muitas vezes originados da sabedoria popular, podem ser aplicados também por quem não é profissional. Daí sua viabilidade econômica. Ficou entusiasmado? O Ministério do Meio Ambiente publicou uma apostila sobre o assunto. Ela está disponível aqui! Mãos à obra!

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