terça-feira, 22 de março de 2011

A água nossa de cada dia...


Wasser. Acqua. Eau. Water. Água. Não importa o idioma. Em todos os lugares do mundo, nas mais diversas civilizações e nos mais distintos contextos sociais, ela tem uma significação em comum: vida. Pode ser símbolo de riqueza, para os gananciosos. De fé, para os religiosos. De sabedoria, para aqueles que a observam atentamente e aprendem com o curso dos rios. De tristeza, para quem a vê levando consigo uma fração de sua vida, de sua história.
Água que faz parte da gente. Gente que vive da água. Água como fonte de vida. Vida humana que destrói a água. Complemento. Controvérsia. Consciência. Incompetência. Como estabelecer uma relação responsável com esse bem finito e fundamental para nossa sobrevivência? A água que nutre o corpo é a que recebe o que não serve mais. A mesma água que batiza nossos filhos e celebra a vida recebe morte como recompensa.
Ora caudalosa, desce as montanhas como quem ostenta presunção e, com a efemeridade de um piscar de olhos, é capaz de deixar um rastro de destruição. Ora escassa: o sonho de vê-la cair sobre a terra e espalhar sementes de prosperidade faz da água o centro das preces de muitos homens, mulheres e crianças mundo afora. 
Mais do que uma necessidade vital, um patrimônio cultural. Respeito e razão. Reponsabilidade e comedição. ConscientizAÇÃO. Esperaremos que ela chegue ao fim para mudar de posição? A hora é agora. Como diz o ditado popular, com direito a trocadilho: não adianta chorar a água derramada!


"Segundo as previsões dos cientistas
De padres, pastores e budistas
De ciganos, pais de santo, Hare Krishnas
O tempo vai secar
O sol vai carcomer
E água pra beber não vai ter
Água pra lavar não vai dar
Água pra benzer, água pra nadar
Nada, nada..."


Para ouvir e refletir:
Sá & Guarabyra - Sobradinho
Hágua - Seu Jorge
Festa - Luiz Gonzaga


Para conhecer e transformar suas atitudes:
Dicas para economizar água - Instituto Akatu
Desperdício de Água - Ambiente Brasil

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