sexta-feira, 27 de maio de 2011

Ato Nacional Pró-Amamentação dia 05/06


Recentemente, o direito de prover o melhor alimento para os bebês (o leite materno) veio à baila com dois fatos que repercutiram na grande imprensa. O primeiro aconteceu quando a antropóloga Marina Barão foi proibida amamentar seu bebê em uma exposição do Itaú Cultural, culminando em um protesto de mamães e um pedido público por parte da instituição.
Outro acontecimento também se destacou: a rede social Facebook considerou ofensiva a foto da jornalista Kalu Brum dando de mamar à sua cria. A exclusão desse registro fotográfico também gerou manifestação (que foi batizada de "Mamaço Virtual").
Ambas as situações revelam a desnaturalização de um evento estritamente fisiológico e intrínseco ao ser humano, mamífero por natureza. Para resgatar e difundir a prática do aleitamento materno foi criado o "Mamaço Nacional". O ato pró-amamentação não poderia acontecer em melhor data: 05 de junho, dia mundial do Meio Ambiente. A ação mostrará que amamentar é um ato ecológico!  
Durante o evento, organizado voluntariamente por mães, será pleiteada ampliação da licença-maternidade para seis meses (atualmente quatro meses são garantido por lei). Também serão defendidos o direito a amamentar em público, os benefícios do aleitamento exclusivo até o 6º mês de vida e a amamentação até 2 anos ou mais.
Cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte já tem seus eventos confirmados. Outros municípios estão aderindo e mais informações serão publicadas em breve.
Um blog foi criado para atualizar locais e programação. Para acessar, é só clicar aqui! Para entrar em contato, escreva para: grandemamaconacional@gmail.com

A intenção é congregar todos aqueles que defendem o direito de amamentar! O Holos apoia essa causa!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Oficina de Alimentação Viva para crianças em SP

Que tal levar as crianças para aprender receitinhas cruas e saudáveis de forma lúdica? Essa é a proposta da "Oficininha da Alimentação Viva", que acontecerá no sábado (04/06) na Associação de Agricultura Orgânica, no Parque da Água Branca em São Paulo.
A atividade será ministrada pela especialista em alimentação natural Conceição Trucom e podem participar "crianças de todas as idades."
Para se inscrever, entre em contato pelo e-mail cursos@aao.org.br ou ligue: 11 3875.2625 (com Vanice)

Quando?
Sábado: 04/06 das 09h00 às 11h00
Onde?
Av. Francisco Matarazzo, 455 - Parque da Água Branca - Prédio do Fazendeiro, 2º andar, sala 24.

Confira mais informações no site Doce Limão!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Deputados aprovam Novo Código Florestal

Na votação de ontem (24/05) na Câmara dos Deputados, o relatório de Aldo Rebelo para o Novo Código Florestal foi aprovado pelos parlamentares. Mas o que isso significa? Essa aprovação não é definitiva. Embora o governo seja maioria na Câmara, a bancada do PMDB, aliada ao PT, votou com a oposição e contribuiu dizendo sim às mudanças da legislação florestal. Foram 273 votos favoráveis às mudanças, 182 contra e duas abstenções.
A proposta seguirá para o Senado, onde o governo tem ampla maioria. Porém, isso não garante que não haverá nova derrota. Cabe dizer que a intenção da presidenta Dilma é a de que exista um novo Código, mas sem anistia a desmatadores e diminuição das áreas de proteção permanente (APP's). Por isso, o governo se mostra contra a criação de legislação estadual para as florestas. A proposta governista não é, de todo, benéfica. A legislação ainda vigente (sem mudanças) é mais rígida e assegura punição aos desmatadores e o respeito às APPs.
Um levantamento publicado na última semana pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) antecipou os efeitos negativos da especulação sobre a nova lei florestal: o desmatamento no último abril cresceu (pasmem!) quase seis vezes se comparado ao mesmo mês do ano anterior.
É crucial a pressão popular para que a presidenta Dilma vete o projeto de Rebelo em sua totalidade, e não apenas algumas emendas. Mobilize-se já! A petição do Avaaz continua no ar, se você ainda não assinou, clique aqui! Diga aos políticos que você é contra o ecocídio!
Leia mais sobre o que representa o relatório de Rebelo no site do Greenpeace.
Confira qual foi o voto de cada deputado no site do Congresso em Foco.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Proteja o Código Florestal: você tem voz!


Hoje a Câmara dos Deputados votará a proposta que fragiliza o nosso Código Florestal. Se a atual versão do relatório for aprovada, haverá anistia aos desmatadores e diminuição das áreas de proteção permanente (APP's). Além disso, propõe-se que cada estado crie sua própria legislação, o que poderá desencadear códigos frouxos, regidos em consonância com interesses privados. Por isso, sua mobilização é fundamental.
A rede Avaaz está com uma mensagem padrão a ser enviada aos políticos que podem mudar essa situação. Assine aqui!
Você pode enviar também mensagem pessoal (por e-mail e telefone) para a presidente Dilma e parlamentares, a fim de aumentar a pressão da sociedade civil. Mostre a sua voz!

Presidente Dilma (61) 3411-1225 /(61) 3411.1200, (61) 3411.1201 sg@planalto.gov.br
Paulo Teixeira (PT) - (61) 3215-5281 dep.pauloteixeira@camara.gov.br
Henrique Eduardo Alves (PMDB) (61) 3215-5539 dep.henriqueeduardoalves@camara.gov.br
Ana Arraes (Bloco PSB, PTB e PCdoB) (61) 3215-5846 dep.anaarraes@camara.gov.br
Lincoln Portela (Bloco PR, PRB, PTdoB, PRTB e outros) - (61) 3215-5615 dep.lincolnportela@camara.gov.br
Duarte Nogueira (PSDB) - (61) 3215-5525 dep.duartenogueira@camara.gov.br
Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM) - (61) 32158269 dep.antoniocarlosmagalhaesneto@camara.gov.br
Nelso Meurer (PP) - (61) 3215-5916 dep.nelsonmeurer@camara.gov.br
Giovanni Queiroz (PDT) (61) 3215-5618 dep.giovanniqueiroz@camara.gov.br
Ratinho Junior (PSC) - (61) 3215-5521 dep.ratinhojunior@camara.gov.br

Envie um email para portugues@avaaz.org depois de ligar para que os telefonemas sejam acrescidos à contagem do Avaaz.

A votação é hoje, não perca tempo, divulgue essa ação e mostre que o eleitorado brasileiro clama pela não anistia de crimes ambientais e diminuição das APPs. O momento é de fortalecer a legislação ambiental, e não o contrário!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Telhado vivo: cobrir de verde, cobrir de vida


Foto: Kelas-H

Desfrutar do bem estar de ter um jardim, principalmente nas metrópoles, é privilégio para poucos. Em diversos projetos de construção, principalmente os mais antigos, é comum que o paisagismo tenha ficado em segundo plano. Isso é fruto de um modelo sócio-cultural que dissocia o homem da natureza. Porém, hoje a busca pela integração com o natural tem difundido uma prática bastante interessante, não só pela beleza, mas por uma gama de outros benefícios. Trata-se do telhado vivo (ou telhado verde) que é constituído basicamente por estrutura, lona, terra e plantas (nessa ordem).
Esse tipo de telhado proporciona maior conforto térmico da morada na qual ele é instalado (estudos indicam que o calor pode diminuir em até 30% com sua instalação). Além disso, dependendo do projeto executado, tipo de plantas cultivadas e estrutura, pode se transformar em um jardim, sendo assim uma melhor forma para aproveitar um espaço antes impensado. Aliás, por ser um jardim, essa área se transforma em um ponto de absorção das águas da chuva, diminuindo o problema da impermeabilização nas grandes cidades.
 E não é só isso: o telhado vivo pode ser sustentável. Prova disso é a experiência realizada na Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).  Localizada em Guararema (SP), a cobertura verde construída em mutirão foi feita com recursos disponíveis na própria instituição (como o bambu). A construção coletiva permitiu disseminar o conhecimento bioconstrutivo entre diversos agentes sociais vindos de várias partes do país. Assim, o resultado foi um telhado aliado com o meio ambiente e combativo ao modelo econômico capitalista que preconiza o consumo até mesmo quando fala de sustentabilidade.
Está pensando em construir o seu telhado verde? Veja um passo a passo precioso aqui! Mas, atenção, a estrutura deverá ser avaliada para evitar problemas!

sábado, 21 de maio de 2011

Amanhã (22/05): Oficina de Mandalas para mamães, papais e bebês em SP


O vocábulo mandala (originado do sânscrito) tem como significado o círculo sagrado. Simboliza a integração, a harmonia: o movimento cíclico da vida.  Com o objetivo de promover a aproximação e conhecimento mútuo nas famílias, a Livraria Cultura convida para a "Oficina de Mandalas para mães, pais e bebês". A atividade incentivará o desenho e pintura de mandalas em uma atmosfera de brincadeira.

Onde?
Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos: Av. Nações Unidas, 4777, Jd. Universidade Pinheiros, São Paulo (SP)
Quando?
22/05/11 às 16h00

Mais informações no site da Livraria Cultura!

Os poderes da Água Diamante

Todos aqueles que buscam o autoconhecimento, não o fazem sem causa. Quando procuramos nossa essência, é mais fácil compreender a vida. Assim, muitos daqueles que descobrem meios para o resgate espiritual (e não se trata de religião) sentem o poder e necessidade de multiplicar o que sabem, fraternalmente.
É claro que existem os céticos e a finalidade desse tópico não é demover ninguém de suas crenças ou fazer proselitismo. Porém, gostaria de dividir uma descoberta muita especial: a água diamante, que chegou até minhas mãos por uma pessoa muito querida.
A água diamante tem a capacidade de assimilar nossa intenção (que deve ser sempre verbalizada) para confluir as energias em torno daquilo que queremos e assim obter os resultados desejados. Porém, sua ação depende do estado energético de cada ser: funciona como um espelho de nossas emoções. Não se trata de uma água mágica, curativa por si só. A água diamante é um meio para que expressemos os melhores sentimentos internalizados, em busca de uma nova consciência.
Essa água é multiplicável, basta que para sua renovação, sejam usados pelo menos 10% da mistura original (e assim sucessivamente). É bom ressaltar que o melhor modo de comprovar o poder da água diamante é fazendo uso.
Para saber mais, é só acessar:
Água Diamante
A água Diamante e os Povos Antigos
Onde conseguir Água Diamante no Brasil

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Manifestação contra mudanças no Código Florestal no "Viva a Mata" em SP

No próximo domingo, dia 22, acontecerá em São Paulo um protesto organizado pelo coletivo SOS Florestas contra as alterações na legislação florestal brasileira, propostas em relatório do deputado Aldo Rebelo.
A mobilização integra o "Viva a Mata", evento ambiental recheado de boas atrações para quem quer saber mais sobre o bioma que é um dos 34 hotspots do mundo. Além disso, é uma ótima oportunidade para aqueles que desejam se enveredar pela questão ambiental.
Promovido pela Fundação SOS Mata Atlântica, o evento, que vai do dia 20 ao dia 22, traz em sua rica programação temas variados, como filmes sobre vegetarianismo, atividade de observação de aves e oficinas sobre consumo sustentável.
Você encontra mais informações e programação do "Viva a Mata" no site:


Manifestação contra o Novo Código Florestal 
Quando?
 Domingo (22/05)
Onde?
Parque do Ibirapuera: Av Pedro Álvares Cabral, s/n, Moema, São Paulo (SP)
Horário:
10h00 às 12h00

Veja como chegar clicando aqui!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Bolívia quer tornar reverência ao planeta Lei Universal

Já imaginou uma lei que classificasse a natureza como uma bênção? Decerto, para alguns isso seja místico demais, mas não para um povo majoritariamente indígena e com forte tradição xamânica. A "Lei da Mãe Terra", reflexo da intrínseca ligação cultural da Bolívia com Gaia (a Pachamama), demonstra que sabedoria ancestral e vanguarda caminham lado a lado. Afinal, governo e povo boliviano provam estar em harmonia com o conceito de sustentabilidade, ao contrário das nações ditas desenvolvidas.
A lei, pioneira pela abordagem ecocêntrica, tem deixado críticos de cabelos em pé por considerar que a vida, e não o ser humano, deve ser o centro das relações ambientais. Aqueles que discordam do texto afirmam que é equivocada a atribuição de "direitos humanos" à Terra (como se fôssemos superiores à Terra que nos fornece morada). 
Mas o propósito em instituir essa legislação transcende as fronteiras de um dos países economicamente mais pobres da América Latina. A nação boliviana dá exemplo ao mundo. A carta com os direitos da Mãe Terra foi feita para se tornar uma lei universal, a ser promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU). A efetivação dessa lei pela ONU será discutida em maio do próximo ano na Conferência das Nações Unidas em Desenvolvimento Sustentável no Brasil (a Rio +20).

Curiosidade

A bandeira huipala tem diferentes formas de acordo com as comunidades que a adotam é um símbolo emblemático de alguns povos latinos-americanos, embora oficialmente não pertença a nenhum grupo específico. Seus significados revelam o pensamento holístico da sabedoria popular andina. Seu formato representa a igualdade na diversidade.

"O vermelho representa o planeta terra;
Laranja: a sociedade e a cultura;
Amarelo: a energia e a força;
Branco: o tempo e a dialética;
Verde: as riquezas naturais;
Azul: o espaço cósmico;
Violeta: o poder comunitário."

Saiba mais sobre a Carta dos Direitos da Mãe Terra na reportagem da TeleSUR.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Dia Mundial da Reciclagem

O trabalho ecossocial dos catadores
é valorizado pela "artetude" do graffiteiro Mundano 
 Imagem: Expocatadores
A importância da reciclagem é sabida. Entretanto, os números revelam que há um penhasco entre a consciência e a ação efetiva da população. Argumentos que na verdade, são subterfúgios, colocam a inexistência de coleta seletiva pública como obstáculo à prática de reciclar. A cultura de transferir ao poder público os resíduos que produzimos esconde a ignorância da sociedade quanto ao destino final dos recursos que poderiam ser reaproveitados, minimizando o desgaste ambiental.
Informações da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) mostram que a quantidade de lixo tem crescido seis vezes mais do que a população do Brasil. Além disso, somente 13% desses resíduos são reciclados no país. Nesse cenário, há um agente social de extrema relevância e corriqueiramente esquecido: o catador. Muitas vezes marginalizado, o digníssimo trabalho desses profissionais movimenta o setor de reciclagem e desempenha papel fundamental no recolhimento de materiais que seriam descartados.
Mas, espere aí! Quando falamos de reciclagem, tratamos do destino final daquilo que consumimos. E como tudo começa? Você sabia que cerca de 40% daquilo que as pessoas compram não é utilizado e vai para o lixo? Então uma palavra nova e que faz todo o sentido deve ser o foco: a preciclagem. Isso mesmo, não está grafado errado: P de PRÉciclagem, ou seja, pensar sistemicamente o consumo antes de fazê-lo. Ainda está confuso? Pois bem, preciclar é avaliar a necessidade de adquirir/utilizar algo e determinar um destino responsável para o resíduo que será gerado a partir desse consumo.
Logo, a preciclagem é um processo que merece ser posto em prática para diminuir a necessidade de reciclagem. É o ciclo do consumo consciente, com o equacionamento das atitudes responsáveis para a melhoria ambiental. Lembre-se: o lixo que você gera não se desintegrará num estalar de dedos a partir do momento em que for colocado para ser recolhido. Cabe a você ter consciência e atitudes que garantam que o seu destino não seja uma fábrica de miséria e de patologias sociais chamada lixão.

Para descobrir mais, visite:

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A verdadeira Revolução Verde

Agronegócio X Agricultura Familiar
Imagine se o trabalho no campo não dispendesse de tanta mão de obra, o cuidado com a terra fosse substituído por máquinas muito mais ágeis que o penoso trabalho humano e ainda assim fosse possível obter uma colheita vultuosa e geradora de lucros. Parece o ideal? Para a ordem de exploração econômica em voga sim. Trata-se da chamada revolução verde. Propalada ao quatro ventos como a "menina dos olhos" do agronegócio brasileiro, o modelo em expansão na produção agrícola nacional traz uma série de consequências negativas para a sociedade e o meio ambiente.
Embora seja comumente associada ao progresso, a revolução verde, com seus processos de modernização através da implementação de tecnologias e mecanização do trabalho rural, consiste em um processo de violência social no campo, caracterizado pela expulsão dos trabalhadores de seu meio, avanço das propriedades sobre áreas de proteção ambiental e uso de agrovenenos e organismos geneticamente modificados (OGMs, os transgênicos). Baseado na monocultura, isto é, no cultivo de vastos campos com apenas um determinado tipo de alimento, esse modelo agrícola prejudica também a expansão da agricultura orgânica e a perpetuação do patrimônio genético.
Estritamente ligado às práticas de agricultura familiar, o cultivo orgânico, pelo contrário, opta pela não utilização de componentes químicos. Por isso, demanda o controle contínuo e a atenção e dedicação diárias dos produtores. Esse sistema produz suas matérias-primas (como, por exemplo, compostos orgânicos usados como adubo) e é conhecido por prover diversidade de alimentos.
Nesse contexto, um dado é imperioso: a agricultura familiar é a maior ocupadora das forças de trabalho no campo, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Por isso, dizer NÃO à monocultura e aos supostos "avanços" da revolução verde, arraigados na agricultura patronal, é abrir portas para o desenvolvimento social, para a produção de alimentos saudáveis, para a dignidade das(os) trabalhadoras(es) do campo.
Nos últimos dias, as discussões sobre o Novo Código Florestal tem se acirrado. Contudo, a imprensa parece não dar à questão a importância merecida. Um dos principais argumentos dos ruralistas concerne à produção de alimentos. Porém, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário, mais de 70% dos alimentos consumidos no Brasil são fruto da agricultura familiar, e não do agronegócio. Esse, por sua vez, tem suas atividades alicerçadas na monocultura de exportação.
É chegada a hora de perguntar: Que revolução verde queremos? A revolução que ultraja seu título, desrespeitando a natureza e o ser humano baseada na lógica do capital e na afronta às leis ou a verdadeira revolução verde: aquela que emana do povo, da agricultura familiar, produz alimentos saudáveis e dignifica a força do trabalho com a terra, valorizando práticas como a agroecologia? Talvez você pense que nada pode fazer a respeito. Boicotar o agronegócio por meio do consumo de produtos sustentáveis originados da agricultura familiar é um bom começo.

Quer mais motivos? Então leia:
Razões das mulheres para dizer não aos transgênicos, em Feminismo e Luta das Mulheres


segunda-feira, 9 de maio de 2011

Bioconstrução de Yurt no sítio Olho D'água em Mogi das Cruzes (SP)


Obs.: São oferecidos descontos para quem participar dos mutirões para a construção do deck que será utilizado no curso de Yurt no Solares. Mais informações no blog do grupo ou pelo e-mail: cursosolares@yahoo.com.br.
Quer saber como chegar no local? Veja o mapa aqui!

domingo, 8 de maio de 2011

Reflexões sobre maternagem e ecologia

Hoje é comemorado o Dia das Mães. A data essencialmente capitalista  é a segunda melhor do ano para o comércio. Embora discorde da instituição de um único dia para homenagear aquelas que nos trouxeram ao mundo, ainda mais quando o motivo subjacente a essa homenagem é propalar o consumismo, resolvi postar algumas reflexões sobre a arte de ser mãe.

Meu pequeno Malik brincando com a terra
A chegada de um bebê é um evento que mexe e transforma as emoções de uma família. Entretanto, você já refletiu sobre o quanto isso impacta o nosso planeta? Acalme-se. A afirmação não é de que ter filhos é um ato anti-ecológico. Mas você já pensou em como somos doutrinados a consumir mesmo antes de respirarmos sem o auxílio do cordão umbilical, ainda aconchegados no ventre materno?
Quando vem a confirmação da gravidez, é comum desejar um grande enxoval, comprado antecipadamente, claro! Mas como comprar roupas para um bebê cujo tamanho você nem sabe? Difícil. Então, a opção é comprar de vários tamanhos, diversas opções. Afinal, a convenção social diz que não devemos ser “sovinas” com nossos filhos. Surge um questionamento: a  responsabilidade sobre o modo como nos relacionamos com o meio ambiente não deveria vir de berço?  
Nossa sociedade tende a desvalorizar antigos e simples hábitos alinhados com o respeito à natureza. A utilização de peças de segunda mão é uma boa opção para reduzir o consumo, aliando supressão de gastos à minimização de impactos ambientais decorrentes da produção de novas peças.
O repasse de roupas entre familiares e conhecidos, por exemplo, tem se perpetuado entre pessoas de menor poder aquisitivo. Há, contudo, ações pontuais de grupos formados por mães que incentivam trocas de roupas e objetos a fim de evitar o desperdício. No caso dos bebês, essa prática é ainda mais interessante, pois o crescimento no primeiro ano de vida é avultante e, assim, as peças tendem a se desgastar menos.
O movimento ecológico é um grande desencadeador do resgate da maternidade ancestral e até mesmo
espiritual, pautada na conexão com os elementos naturais e no entendimento de seus ciclos. A busca pelo parto natural, com o protagonismo e o empoderamento das mulheres em torno do processo de gestar e parir sem "artifícios" mostra a preocupação com esse resgate.
A prática do aleitamento materno também é uma atitude ecologicamente acertada. Além de propiciar uma série de benefícios para mamãe e sua cria, amamentar fortalece os laços afetivos entre os dois sem prejudicar o meio ambiente. A utilização de fórmulas artificiais, pelo contrário, demanda uso de água e gera resíduos, além de ser nutricionalmente muito inferior ao alimento mais completo e ideal para os bebês: o leite materno.
Dentre as práticas da eco-maternagem que mais têm ganhado espaço atualmente, está o uso das fraldas de pano. Pode parecer assustador, se pensarmos naquelas fraldas de pano que nossas avós usaram. Porém, essas fraldas foram repaginadas e suas formas lembram muito os modelos descartáveis. Outro método antigo (e mais comum no oriente) é a higiene natural. Nele, os bebês não usam fraldas e o conhecimento mútuo é trabalhado para compreeender quando a criança sente alguma necessidade fisiológica.
Em meio a turbilhão tecnológico vivenciado na sociedade da informação, nem mesmo a arte de brincar escapou das mudanças. Hoje é corriqueiro que as crianças tenham celular e passem o dia no video game e no computador. Por isso, valorizar as brincadeiras tradicionais é um meio de enriquecer culturalmente os pequenos sem a necessidade de comprar mais e mais. E que tal confeccionar brinquedos reciclados com embalagens e outros materiais que seriam descartados? Essas tarefas são capazes de entreter e surpreender crianças de várias idades!
A formação de indivíduos conscientes do exercício da cidadania planetária é resultado da educação como um todo, e não só da educação formal. Quem nunca ouviu falar que criança aprende pelo exemplo? Daí a importância da maternagem incluir o respeito e a reverência ao natural. Independentemente de laços sanguíneos, a maternagem deve ser uma missão (e uma lição, por que não?) de humildade, altruísmo e AMOR: ao próximo, à vida, à Terra.





Fotos tiradas pelo papai: meu filhote e eu plantando um pé de manga para comemorar seu primeiro ano de vida! 

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Seminário Nacional sobre o Código Florestal acontece sábado (07/05) em SP


Quando? 07 de maio de 2011
Onde? Auditório Nobre do SENAC, Rua Dr. Vila Nova, 228, Centro, São Paulo
Para se inscrever e se informar: e-mail - viacampesinabrasil@gmail.com ou pelo telefone: (11)3392.2660

Programação

- 9h00 às 13h00
Mesa de abertura:
Ministra Izabella Teixeira - Ministra do Meio Ambiente (a confirmar)
Deputado Paulo Teixeira – Líder da bancada do PT
Deputado Ivan Valente - PSOL
Marina Silva (a confirmar)
Dra. Adriana Zawada Melo - Membro do Ministério Público Federal
Dr. Marcelo Goulart - Membro do Ministério Público de São Paulo
Raul Krauser - Movimento Pequenos Agricultores/Via Campesina Brasil
Márcio Astrini – Greenpeace Brasil
Representante da Central Única dos Trabalhadores
Representante da CNBB e Pastorais Sociais
Representante da OAB-SP
Representante da União Nacional de Movimentos por Moradia / CMP
Coordenação da mesa:
Delmar Mattes - Associação dos Amigos da ENFF / Coletivo Curupira
Nalu Faria - Marcha Mundial das Mulheres
Painel: "O atual modelo de produção agropecuária e o Código Florestal"
João Pedro Stedile - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra/MST
Paulo Kageyama - Pesquisador da ESALQ/USP
Painel: "O Código Florestal nas áreas urbanas"
Renato Tagnin - Coletivo Curupira
Erminia Maricato - Urbanista e professora da FAU/USP

- 13h00 às 14h00 - Intervalo

- 14h00 às 16h00
Síntese e propostas para o debate
Luiz Zarref - Via Campesina Brasil
José Antonio S. Prata - Coletivo Curupira
Grupos de Trabalho
Conclusão dos trabalhos


ABEEF - Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal
ABRA – Associação Brasileira de Reforma Agrária
ANDES-SN - Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior
Associação dos Amigos da Escola Nacional Florestan Fernandes
Assembléia Popular
Casa da Cidade
Coletivo Curupira
Coletivo Ecologia Urbana
Conlutas
Dep. Federal Ivan Valente
FASE
FEAB – Federação Brasileira dos Estudantes de Agronomia
FETRAF – Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar
Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social
Greenpeace Brasil
Grito dos Excluídos
Intersindical
Jornal Brasil de Fato
Jubileu Sul
MAB - Movimento dos Atingidos por Barragens
MMC – Movimento de Mulheres Camponesas
Marcha Mundial das Mulheres
MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
MPA - Movimento dos Pequenos Agricultores
Pastorais Sociais / CNBB
Rede Social de Justiça e Direitos Humanos
Repórter Brasil
Via Campesina
Vitae Civilis Instituto para o Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz

Novo Código Florestal: a ofensiva virtual dos ruralistas

A votação do Novo Código Florestal foi adiada para a próxima terça-feira, dia 10. Com isso, os ambientalistas ganharam algum tempo para disseminar as escabrosas consequências da implementação da nova versão do código, caso o relatório do Deputado Aldo Rebelo seja aprovado.
Nessa semana, em que os embates travados entre ruralistas e ambientalistas se exarcebaram, e-mails circularam pela rede tratando das mudanças no código. Pois bem, em uma observação ligeira, é possível notar que se tratam de spams cujo objetivo é convencer a opinião pública de que as mudanças na lei florestal brasileira são necessárias.
Aos mais incautos, pode até parecer um e-mail comum. Com textos redigidos em linguagem coloquial, os e-mails enviados por Cinthia Floriano e Carlos Maceno são uma clara ofensiva imbuída de argumentos absurdos pró novo código, tais como: haverá aumento da inflação e falta de alimentos.
Muitas mobilizações contra o relatório de Rebelo foram arquitetadas pela internet. Parece que agora os ruralistas resolveram lançar mão desse recurso para ludibriar a sociedade com dados falaciosos e conjecturas. Essa é só mais uma demonstração da falta de ética daqueles que não respeitam as florestas. Se são a favor das mudanças, por que não defendê-las de cara limpa? Suspeito, não? E você, está esperando o quê? O coletivo SOS Florestas lhe mantém atualizado sobre o perigo em mudar a legislação florestal nacional. No site, é possível encontrar informações para se aprofundar na questão e ter acesso a diversos dados sobre o assunto.
Mobilize-se. Não sabe como? Clique aqui!