quarta-feira, 18 de maio de 2011

Bolívia quer tornar reverência ao planeta Lei Universal

Já imaginou uma lei que classificasse a natureza como uma bênção? Decerto, para alguns isso seja místico demais, mas não para um povo majoritariamente indígena e com forte tradição xamânica. A "Lei da Mãe Terra", reflexo da intrínseca ligação cultural da Bolívia com Gaia (a Pachamama), demonstra que sabedoria ancestral e vanguarda caminham lado a lado. Afinal, governo e povo boliviano provam estar em harmonia com o conceito de sustentabilidade, ao contrário das nações ditas desenvolvidas.
A lei, pioneira pela abordagem ecocêntrica, tem deixado críticos de cabelos em pé por considerar que a vida, e não o ser humano, deve ser o centro das relações ambientais. Aqueles que discordam do texto afirmam que é equivocada a atribuição de "direitos humanos" à Terra (como se fôssemos superiores à Terra que nos fornece morada). 
Mas o propósito em instituir essa legislação transcende as fronteiras de um dos países economicamente mais pobres da América Latina. A nação boliviana dá exemplo ao mundo. A carta com os direitos da Mãe Terra foi feita para se tornar uma lei universal, a ser promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU). A efetivação dessa lei pela ONU será discutida em maio do próximo ano na Conferência das Nações Unidas em Desenvolvimento Sustentável no Brasil (a Rio +20).

Curiosidade

A bandeira huipala tem diferentes formas de acordo com as comunidades que a adotam é um símbolo emblemático de alguns povos latinos-americanos, embora oficialmente não pertença a nenhum grupo específico. Seus significados revelam o pensamento holístico da sabedoria popular andina. Seu formato representa a igualdade na diversidade.

"O vermelho representa o planeta terra;
Laranja: a sociedade e a cultura;
Amarelo: a energia e a força;
Branco: o tempo e a dialética;
Verde: as riquezas naturais;
Azul: o espaço cósmico;
Violeta: o poder comunitário."

Saiba mais sobre a Carta dos Direitos da Mãe Terra na reportagem da TeleSUR.

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