quinta-feira, 29 de março de 2012

quarta-feira, 28 de março de 2012

Cinco minutos com Vandana Shiva :“Não há limites para o que podemos criar”

Vandana Shiva é escritora e física. Em 1993, venceu o Right Livelihood Award,
versão alternativa do Prêmio Nobel da Paz.

Entrevista feita por Agnès Rousseaux e Nadia Djabali, da bastamag.net em julho de 2011.
Tradução: Mario S. Mieli, publicada em: http://imediata.org/?p=674


Por que a soberania alimentar, a soberania da terra, da água e das sementes é o principal desafio atualmente?
VS: Os gregos estão dizendo: “nossa terra não está à venda, nossos bens não estão à venda, nossas vidas não estão à venda”. Na Índia, temos movimentos que dizem: “Nossa terra não está à venda, o Ganges não está à venda, nossas sementes não estão à venda.”
Então, quem está falando?
O POVO.
A soberania da terra, a soberania das sementes, a soberania dos rios se juntam à soberania dos povos, tanto com relação à responsabilidade de proteger estas dádivas da Terra, quanto de compartilhá-las equitativamente.

É preciso regular as trocas comerciais para garantir essa soberania?
Nossa reivindicação, ao lidar com a globalização, não é dizer não ao comércio. É dizer não ao comércio desregulamentado, no qual os termos do comércio são estipulados pela ganância das corporações, que se apropriam dos nossos impostos para criar preços artificiais, criando o dumping e destruindo a soberania alimentar. Esse tipo de sistema é nocivo aos agricultores indianos e aos agricultores europeus, mas esses agricultores são sempre um pretexto para as corporações. É preciso colocar o agrobusiness no centro da equação, das subvenções, do dumping, do monopólio dos mercados, da matança de nossos agricultores, da destruição da terra, da matança das populações, com uma alimentação envenenada.

O protecionismo seria um instrumento para lutar contra as multinacionais?
VS: O protecionismo é descrito como um pecado porque a desregulamentação é estabelecida como a norma. Em 1993, organizamos uma manifestação de meio milhão de pessoas para alertar o governo indiano: “Se vocês assinarem os acordos do GATT, nossos cultivadores vão morrer”. Hoje, 250.000 agricultores já cometeram suicídio na Índia. Nós queremos que o governo associe a dívida de nossos camponeses com as políticas específicas de desregulamentação do mercado de sementes, o que permitiu à Monsanto de se tornar a única vendedora de sementes no mercado do algodão. 95% do mercado de sementes de algodão foi capturado. Precisamos redefinir protecionismo para centrá-lo na população e na Terra. Um protecionismo voltado aos ecossistemas do planeta é um imperativo ecológico. Trata-se de um dever social e ecológico, e a ganância das multinacionais não é um direito.

Você descreve o livre comércio como o protecionismo para os poderosos…
VS: O que se chama de livre comércio não tem absolutamente nada de livre. Ele não é livre pelo modo como foi concebido. Ele não é democrático. Cinco multinacionais se reuniram e redigiram um acordo sobre a propriedade intelectual. Isso permite a empresas como a Novartis, de roubar os medicamentos dos pobres e cobrar dez vezes mais caro. Um tratamento contra o câncer custa 10.000 rúpias por mês, com os medicamentos genéricos disponíveis na Índia. E a Novartis quer vendê-los por 175.000 rúpias por mês. E quando o tribunal julga que o medicamento não é uma invenção da empresa, porque o tratamento já existia, e que a Novartis não podia reivindicar uma patente, a empresa desafia as leis do país. Um sistema em que 85% da população pode morrer por falta de tratamento é um sistema criminoso.

A energia nuclear é um exemplo da guerra do ser humano contra si mesmo e contra a natureza?
VS: A maior usina nuclear do mundo está sendo construída na Índia, em Jaitapur, pela empresa francesa Areva, O projeto está todo baseado em subsídios, inclusive, a desapropriação das terras mais férteis, e quando a população diz Não, leva tiros. Os manifestantes que protestaram contra este projeto foram assassinados. Hoje, Jaitapur é uma zona de guerra. Espero que o povo da França apoie a população de Jaitapur, para exigir que a Areva desista do projeto e que nós possamos viver em paz.

Você vê sinais de esperança?
VS: Vejo sinais de esperança onde quer que haja resistência. Cada comunidade na Índia que luta contra o roubo de terras, que participa do nosso movimento Navdanya, para que as sementes continuem sendo um bem de todos. Todos os que rejeitam a economia suicida da Monsanto, praticando uma agricultura biológica, ou todas as comunidades que lutam contra a privatização da água. Tudo o que se passa nas ruas de Madri, da Irlanda, da Islândia, na Grécia, os resultados do referendum nuclear na Itália… Esses são todos sinais extraordinários de esperança.

Tudo o que precisamos é de uma nova convergência. Uma convergência global de todas as lutas. Assim como a liberação de nossa imaginação. Não há limites para o que podemos criar.(VS)

Obs.: O vídeo da entrevista está disponível em http://vimeo.com/30846518 em inglês, legendado em francês.

sexta-feira, 23 de março de 2012

20 a 22 de abril: Tribunal Popular da Terra em SP

Para mais informações, escreva para: tribunalpopular2010@gmail.com

quinta-feira, 22 de março de 2012

Acel promove segundo módulo do programa de bioconstrução em Abril

O Instituto Acel, localizado em São dos Campos, no Vale do Paraíba, estado de São Paulo, está com inscrições abertas para o módulo II de seu segundo programa de bioconstrução. Nessa etapa, o objetivo é construir o telhado reciclado e um telhado vivo. Além disso, também será erguido um banheiro com a técnica do pau a pique. Essa fase, marcada para os dias 6, 7 e 8 de abril, integra o processo construtivo do ecocentro Acel.

Confira a programação:


Módulo II - Telhado Reciclado e Telhado verde
Data:06/04 à 08/04/2012

Conteúdo programático:
Parte teórica: Introdução a permacultura, seus fundamentos e bases.
-Alternativas diversas em telhados ecológicos;
-O telhado verde, vantagens desvantagens e porque fazê-lo;
-Estudo de caso: O telhado do Ecocentro;
Parte prática:
- Construção do telhado com telhas de barro recicladas;
- Construção do telhado verde;
- Estruturação do banheiro do rancho com paredes de pau a pique.

Atividades extras:
Oficina de capoeira
Práticas de Yoga
Muita música
O que oferecemos:
-Alimentação ovo-lacto-vegetariana (café,
almoço e jantar);
-Alojamento nas salas de aula, com colchões
da instituição;
-Espaço de camping;
-Conhecimento em bio-construção através
de monitores específicos da área;
-Certificado de participação do curso;
-Apostila virtual.
Custos:
Será solicitada dos participantes uma contribuição de R$150,00 (R$50 por dia de curso) como piso
mínimo para este módulo. É uma escolha nossa buscar uma alternativa a tendência crescente de certa permacultura elitista, promovendo um espaço viável de trocas de saberes e técnicas, cuja proposta é um baixo custo ambiental mas também econômico. Para aqueles que puderem e desejarem aceitamos doações para auxílio de custo das atividades da ACEL, ficando a cargo do participante o valor da contribuição, não restrita simplesmente a dinheiro.

Inscrições:
Envie a seguinte ficha preenchida para o e-mail: institutoacel@gmail.com

Ficha de inscrição

Nome:
Idade:
Endereço:
Cidade: Estado:
E-mail:
Telefone:
Celular:
Carta de intenções(descreva brevemente porque quer participar da vivência):
Forma como pretende chegar ao local do curso:
Horário previsto:

Dúvidas e contatos 
institutoacel@gmail.com
(12) 3948 2638/(12)3948 110/(12) 9777 4460

Visite a página do Instituto Acel no Facebook clicando aqui!

Seminário "Justiça Ambiental: contra a mercantilização da vida" em SP

sexta-feira, 16 de março de 2012

terça-feira, 13 de março de 2012

Sua voz contra o Novo Código Florestal

A votação do Novo Código Florestal está marcada para hoje  na Câmara dos Deputados. Com o intuito de mostrar que o povo brasileiro não apoia os retrocessos arraigados no texto a ser votado sobre essa legislação, a rede de mobilização global Avaaz disponibilizou em sua página os telefones dos principais líderes na Câmara para que os cidadãos se manifestem de forma direta. É importante que você ligue para:


Henrique Eduardo Lyra Alves
Líder do PMDB na Câmara dos Deputados
Telefone: (0xx61) 3215-5539 


Jilmar Augustinho Tatto
Líder do PT na Câmara dos Deputados
Telefone: (0xx61) 3215-5548 ou (0xx61) 3215-9134


Sarney Filho
Líder do Partido Verde na Câmara dos Deputados
Telefone: (0xx61) 3215-5202 

A rede Avaaz fez algumas sugestões para tornar o contato mais eficaz. Confira:

Algumas dicas do que falar quando você fizer sua ligação: 
Estou bastante preocupado com o impacto devastador que o novo Código Florestal pode ter sobre as preciosas florestas do Brasil e peço ao Sr. que tome medidas para impedir ou adiar a votação do Código agendada para essa semana;
Qualquer reforma ao Código deve fortalecer a proteção do nosso meio ambiente e beneficiar a agricultura de pequena escala, em vez de grandes empresas do agro-negócio.
Também é crucial tomar medidas efetivas de aplicação da lei contra madeireiros ilegais e aumentar a proteção para ativistas de meio ambiente e trabalhadores que sofrem risco de violência e ameaças de morte.
Conto com o Sr. para colocar nosso meio ambiente e o futuro do Brasil acima de quaisquer interesses destrutivos de curto prazo, e rejeitar quaisquer tentativas futuras de enfraquecimento da proteção das nossas florestas.
Lembre-se de ser polido -- seremos mais convincentes se formos racionais e gentis. Se você não conseguir falar com ninguém, provavelmente significa que estamos congestionando as linhas telefônicas -- um bom sinal! Continue ligando! 


Obs.:A maioria dos gabinetes de governo funciona das 9:00 às 18:00 -- se não conseguir falar com ninguém, tente novamente no dia seguinte. Após sua ligação, publique um comentário à direita para compartilhar suas experiências com outros membros espalhados pelo país no live chat.


Além disso, é possível deixar um comentário na página da Avaaz. Veja os detalhes da ação e diga o que você pensa clicando aqui!


"Quem hoje é vivo corre perigo
E os inimigos do verde, da sombra, o ar
Que se respira e a clorofila
Das matas virgens destruídas vão lembrar
Que quando chegar a hora
É certo que não demora
Não chame Nossa Senhora
Só quem pode nos salvar é
Caviúna, cerejeira, baraúna
Imbuia, pau-d'arco, solva
Juazeiro e jatobá
Gonçalo-alves, paraíba, itaúba
Louro, ipê, paracaúba
Peroba, massaranduba
Carvalho, mogno, canela, imbuzeiro
Catuaba, janaúba, aroeira, araribá
Pau-fero, anjico amargoso, gameleira
Andiroba, copaíba, pau-brasil, jequitibá..."

FAÇA SUA VOZ SER OUVIDA: DIGA NÃO AO NOVO CÓDIGO FLORESTAL!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Curso: Planejamento de Ecovilas - Módulo 1

Para mais informações, clique aqui!

Brechó Xingu Vivo em Porto Alegre (RS)

Teste da Violência Obstétrica - Dia Internacional da Mulher - Blogagem Coletiva

- Na hora de fazer foi bom.
-Pare de fazer escândalo.
-Deixa eu te dar uma ajudinha com um pique (corte) aqui.
-Se passar de 40 semanas, TEM que fazer cesárea.

Essas são algumas das afirmações que muitas gestantes e parturientes ouvem no momento em que mais precisam de informação confiável. Quando se fala de violência contra a mulher,  geralmente,  o conceito se restringe à violência doméstica. Entretanto, a chamada violência obstétrica produz prejuízos das mesmas dimensões. O artigo 1º da Lei de nº 10778, promulgada em novembro de 2003, define "violência contra a mulher qualquer ação ou conduta, baseada no gênero, inclusive decorrente de discriminação ou desigualdade étnica, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto no âmbito público quanto no privado."
As chamadas intervenções de rotina praticadas nas maternidades se enquadram no conceito de violência quando realizadas sem efetiva necessidade. Comentários desrespeitosos da equipe de parto, utilização de hormônios sintéticos para acelerar o parto por mero “costume”, proibição de acompanhante são outros bons exemplos de violações aos direitos da mulher. Por isso, a blogosfera feminina, feminista e materna se reuniu, com o apoio da rede Parto do Princípio, para realizar uma blogagem coletiva a fim de fazer um levantamento da violência obstétrica no Brasil. Para isso, é só responder ao teste. O questionário ficará disponível até o dia 15 de abril. Sua identidade não será requisitada e os resultados serão divulgados no dia 30 do próximo mês.
Caso não consiga acessar o teste adequadamente, envie suas respostas clicando aqui!
PELO PROTAGONISMO E EMPODERAMENTO FEMININO: O PARTO É NOSSO!

"Para mudar o mundo, é preciso mudar a forma de nascer" (Michel Odent)





Obs.: Desculpe-me pela aparência do post. Não entendo de HTML e não sei se era possível adequar o tamanho do teste à página. O importante é o conteúdo! :)

terça-feira, 6 de março de 2012

segunda-feira, 5 de março de 2012

domingo, 4 de março de 2012

06/03: Cicloativistas se mobilizam em "Bicicletada Nacional"

A próxima terça-feira, dia 06, será marcada por um ato pelo cicloativismo. O evento, que acontecerá nas principais cidades do país, foi denominado "Bicicleta Nacional" e é um protesto pelo respeito aos ciclistas no trânsito. A proposta é, também, reivindicar a melhoria das políticas públicas de mobilidade.
Na última sexta-feira (02/03), três ciclistas morreram atropelados em algumas das mais importantes capitais brasileiras (Brasília, Belém e São Paulo).



Confira a programação:

Terça, 6 de Março de 2012

19h00 até 22h00


Aracaju (SE): 20 hs, Mirante da Treze de Julho

Brasília (DF): 19h, Praça das Bicicletas (Museu Nacional);

Caxias do Sul (RS): 19h, em frente a Prefeitura Municipal;

Curitiba (PR): 19h, Pátio da Reitoria (UFPR) Amintas de Barros (entre Dr. Faivre e Gen. Carneiro);

Florianópolis (SC): 19h, Skate Park Trindade (em frente ao Iguatemi);

Manaus (AM): 19h30, Parque dos Bilhares (lado da Constantino Nery);

Maringá (PR): 19h, Praça da Catedral;

Porto Alegre (RS): 19h, Largo Zumbi dos Palmares (EPATUR);

Recife (PE): 19h, Praça do Derby

Rio de Janeiro (RJ): 18h30, na Cinelândia (em frente ao Cine Odeon);

Salvador (BA): 19h, Largo da Mariquita;

São Paulo (SP): 19h, pça do ciclista (av. Paulista X rua da Consoloção)


Para mais informações, acesse o site da Bicicletada clicando aqui!

DOC: "Compre-me: Eu, Vontade de Morrer"

Excelente documentário dirigido por Pedro Bayeux sobre os movimentos de resistência às megacorporações capitalistas. Através de depoimentos de ativistas, entre eles integrantes de movimentos sociais e da mídia independente, o filme busca responder a uma pergunta: "como resistir?". 

"Sabemos que a única maneira de desafiar o poder não é vencer argumentos ou mostrar estatísticas, mas se organizar em nossas comunidades." Naomi Klein

Confira: