domingo, 13 de maio de 2012

Crescimento do "VETA DILMA" faz agronegócio lançar campanha pelo enfraquecimento do Código Florestal


O VETA DILMA está assustando a quadrilha da motoserra. Os ruralistas até criaram um "contra-movimento". Recebi um e-mail com o banner da campanha. Cheio de argumentos vazios e de desconstrução rápida.




Confira o banner usado para propagar as falácias pró-novo Código.

Eles dizem que o preço da comida vai subir e podemos sofrer desabastecimento. Mas 70% dos alimentos que consumimos advém da agricultura familiar, cujas entidades representativas já se manifestaram contra o Novo Código. Afinal, quem está na labuta diária e conhece o campo como a palma de sua mão sabe que preservar as florestas/matas ciliares e o solo é fundamental para garantir sua principal fonte de rendimento.
O "Não Veta Dilma" propala que os alimentos deixaram de comprometer 40% da nossa renda e hoje correspondem à 16%. Esqueceram de dizer que isso se deve à famigerada revolução verde, que inundou o campo com veneno e fertilizantes químicos e intensificou o êxodo rural e a precarização das condições do trabalho campesino.
Além disso, os ruralistas com sua mobilização pautada exclusivamente no interesse privado fazem questão de bradar: preservaram 61% das nossas matas nativas. Oras, esse fato realmente é motivo de "orgulho": o Brasil é recordista mundial em devastação florestal!
Por fim, os vilões das florestas destacam: "Vetar o Código é vetar a nossa produção de comida. Vetar o Código é vetar a qualidade de vida que o brasileiro conquistou nas últimas décadas". Na verdade, poderia estar escrito de inúmeras maneiras: vetar o código é vetar a produção de soja para alimentar o gado que vive em áreas protegidas por lei. Vetar o código é vetar a perpetuação do Brasil na liderança do ranking de consumidores de agrovenenos. É não retroceder na proteção da nossa biodiversidade. Vetar o Código é dizer não à preponderância de interesses privados ao interesse público. É provar que a produtividade econômica não suprime a improdutividade social do latifúndio. É dizer não ao avanço das monoculturas de exportação e da pecuária sobre as áreas de preservação. É abrir caminhos para que possamos transcender o padrão desenvolvimentista arraigado no agronegócio. Vetar o código é dar sinais de que o Brasil está despertando para a necessidade de estabelecer sociedades sustentáveis, com justiça social e ambiental.

VETA TUDO DILMA!

Compareça à manifestação programada pela Fundação SOS Mata Atlântica para o próximo dia 20 no "Viva a Mata" em São Paulo:


Se você ainda não assinou as petições contra o Novo Código Florestal, clique aqui!

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